Ninguém respeita aquilo que não conhece”. Wabuá Xavante

domingo, 9 de maio de 2010

Redes virtuais chegam às aldeias




Com o apoio de órgãos governamentais e não-governamentais, vários grupos indígenas estão tendo acesso ao mundo virtual. É o exemplo do projeto desenvolvido pela ONG Thydêwá, que criou a rede social virtual Índios Online, com o objetivo de fortalecer o contato de todos os povos no mundo digital.
O Ministério da Cultura junto ao Ministério das Comunicações vem instalando tele-centros nas aldeias, possibilitando a inclusão, apesar de ainda haver algumas deficiências nesse sistema.
“A gente acaba ficando muito dependente do governo e de todos aqueles que oferecem ajuda. Não temos mais autonomia suficiente para fazer nosso oguata (caminhar) em busca de uma terra sem males onde possamos viver com dignidade e não como mendigos que recebem esmolas”diz o ativista indígena Junior Karaí Benites do Mato Grosso do Sul.




De acordo com Yakuy Tupinambá de Olivença – BA, a adaptação ao mundo virtual nem sempre é fácil. Segundo ela, o monitoramento de um profissional é muito importante e necessário, para que dúvidas sejam tiradas e para que se compreenda melhor. Ela hoje é ciberativista e possui seu próprio computador, além de ter conseguido muitas oportunidades, como conhecer outros países e participar de discussões de grupos de todos os estados do país, através de contatos feitos pela internet.
A maior preocupação desses grupos indígenas é preservar sua identidade e ao mesmo tempo usufruir de novas tecnologias, que possibilitem interagir com outros grupos e mostrar sua realidade para aqueles que a desconhecem buscando sempre autonomia.

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